IA na empresas

IA nas empresas brasileiras: 72% estão apenas começando. você está preparado para liderar essa transição?

O ano de 2026 consolidou a Inteligência Artificial (IA) como o maior movimento de transformação digital desde a chegada da internet. No entanto, um levantamento inédito da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce), em parceria com a Brazil Panels e a Lideres.ai, revela um dado surpreendente: 72% das empresas brasileiras ainda estão nos estágios iniciais ou experimentais de adoção da IA.

Embora o interesse seja massivo, a maturidade estratégica ainda é baixa. O estudo, realizado no final de 2025, aponta que as organizações querem avançar, mas enfrentam barreiras como falta de estrutura, governança e, principalmente, capacitação.

O Perigo da “Shadow AI”

Um dos pontos mais críticos revelados pela pesquisa é a prática da Shadow AI: cerca de 47,4% dos profissionais admitem utilizar ferramentas de inteligência artificial de forma informal, sem aprovação oficial das companhias.

Isso ocorre porque, enquanto os colaboradores buscam produtividade, 59,1% das empresas ainda não estabeleceram diretrizes formais ou políticas de governança. Esse vácuo estratégico acende um alerta vermelho para a segurança da informação e a proteção de dados corporativos.

Onde a IA já é realidade?

Atualmente, as áreas que lideram a implementação oficial da tecnologia são:

  • Marketing e Atendimento ao Cliente: 24% de adoção.
  • Vendas e TI: Também apresentam índices relevantes.

Por outro lado, setores como Recursos Humanos, Jurídico e Logística ainda subutilizam o potencial de automação, representando uma “avenida de oportunidades” para profissionais dessas áreas que dominarem a ferramenta primeiro.

Barreiras culturais e o mindset de crescimento

A pesquisa destaca um paradoxo: enquanto 70% dos entrevistados reconhecem que há atividades rotineiras que poderiam ser automatizadas, o medo da substituição de empregos ainda freia o progresso.

Especialistas alertam que o segredo não está na substituição de humanos, mas na transformação das rotinas. Sem investimento em treinamento, as equipes continuam usando ferramentas de forma “escondida” ou com medo da inovação. Aqui, o mindset de crescimento torna-se essencial: ver a tecnologia como uma ferramenta de abundância e evolução, e não como uma ameaça de escassez.

O que esperar para os próximos 12 meses?

Apesar dos desafios de governança, a tendência é de aceleração. Mais da metade das empresas brasileiras planeja investir em IA ao longo de 2026. Para o profissional — seja ele do setor privado ou um concurseiro focado em editais modernos — a mensagem é clara: a alfabetização digital é a habilidade de sobrevivência do ano.

No IDESG, reforçamos que a tecnologia deve caminhar junto com a proteção social e a capacitação contínua. Quem souber transformar o “uso informal” em estratégia concreta será o protagonista deste novo mercado.

A IA é uma jornada que exige mais do que apenas ferramentas; exige uma mudança de cultura e segurança. Não seja um usuário informal; seja um estrategista da nova era digital.